Interação gênica

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Depois de alguns estudos mendelianos, já testados várias vezes, alguns outros estudos foram feitos e seus resultados apresentaram proporções fenotípicas diferentes daquelas esperadas por Mendel, dentro da segunda lei. Desta forma, percebeu-se que isso acontecia por esses experimentos tratarem, também, de alelos que segregavam de maneira independente e por conta de alguns casos especiais, como o da interação gênica, um evento que ocorre quando dois ou mais genes agem na determinação de uma única característica. Um exemplo que podemos usar é o das cristas de galinhas: consideramos os genes R e E que determinam padrões de cristas diferentes para as galinhas e para os galos, ou seja, são dois genes que agem numa única característica.

Foto de um galo com crista e galinha sem crista.
Diferença nas cristas de galos e galinhas determinada pela interação gênica.

Interação gênica simples

A interação gênica simples é definida pela interação de dois ou mais pares de alelos localizados em diferentes pares de cromossomos homólogos na determinação de uma única característica.

Representação de dois pares de alelos diferentes.
Pares de alelos em diferentes cromossomos homólogos que determinam uma única característica.

Para ilustrar o fenômeno, vamos retomar o exemplo da crista das galinhas: os genes R e E determinam padrões de cristas diferentes e, fazendo o cruzamento RrEe x RrEe, temos como possíveis resultados RREE (na proporção 1:16), RREe (2:16), RRee (1:16), RrEE (2:16), RrEe (4:16), Rree (2:16), rrEE (1:16), rrEe (2:16), rree (1:16).

Assim, os fenótipos apresentados na tabela abaixo são definidos dependendo dessas combinações dos genes R, r, E, e.

A tabela mostra como os fenótipos apresentados são definidos dependendo das combinações dos genes .
A tabela mostra como os fenótipos apresentados são definidos dependendo das combinações dos genes.

Concluímos que a presença do gene E e ausência do R determina a expressão da crista do tipo ervilha, assim como a presença de R e ausência de E determina a expressão da crista do tipo rosa. Para a crista simples, o indivíduo deve ser homozigoto recessivo para ambos pares de genes.

Epistasia

É um evento que acontece quando alelos inibem a manifestação de outro. Se um par de alelos B e b, responsável pela determinação de uma característica, pode ser inibido pelos alelos A e a, nesse caso podemos dizer que B e b são hipostáticos e A e a são epistáticos. Há dois tipos de inibição, são elas:

Epistasia dominante

É um evento que se caracteriza quando o alelo inibidor é dominante. Podemos usar como exemplo a cor da plumagem em galinhas, que é determinada por dois lócus, um deles determinando a cor e o outro controlando a ação do primeiro. O alelo C, no caso, condiciona plumagem colorida e c plumagem branca. Estes alelos interagem com os alelos I e i, de forma que, se um indivíduo tem um alelo I no genótipo, sua pelagem será branca. Portanto, apenas as aves de genótipo C_ii são coloridas. As que possuem genótipo ccii são brancas, por não apresentarem o alelo da pigmentação e as aves C_I_ são brancas pois o alelo I impede sua pigmentação. Basta, portanto, o alelo I para que não seja produzida pigmento. Esse tipo de interação gênica é a epistasia dominante.

Epistasia recessiva

Acontece quando um alelo recessivo, por exemplo i, é o inibidor.  O alelo que atua nesse tipo de epistasia só se manifesta em forma dupla. Um exemplo é a determinação da pelagem de camundongos. O alelo P condiciona a pelagem aguti. O alelo A permite a expressão de P e p, enquanto, o alelo a é epistático e sua presença em dose dupla determina a ausência de pigmentos, caráter albino, ou seja, quando o alelo a estiver em homozigose é possível que ele iniba a ação de outros alelos. Outro grande exemplo que podemos usar é a coloração de cães da raça labradores, que geralmente apresentam três tipos: preta, marrom ou dourada. Essas condições são determinadas pelos genes A para cor preta, B para cor marrom e os alelos bb para cor dourada. A presença dos alelos bb em epistasia condicionam a coloração dourada mesmo na presença dos alelos A ou a, B e b.

Herança quantitativa (ou herança poligênica)

A herança qualitativa se caracteriza como um tipo de interação gênica que ocorre quando dois ou mais pares de alelos somam ou acumulam seus efeitos, gerando uma série de fenótipos diferentes entre si. Além disso, essas características podem sofrer a ação de fatores do ambiente, o que aumenta a variação fenotípica. O número de fenótipos encontrados vai variar de acordo com o número de alelos envolvidos. A quantidade de fenótipos segue a expressão:  nº de alelos +1, por exemplo, se houver 5 alelos envolvidos, originam-se 6 fenótipos, se houver 6 alelos, originam 7 fenótipos e assim sucessivamente. São exemplos de herança quantitativa: altura, peso, cor da pele e dos olhos.

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