Metaphyta

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A classificação dos seres vivos é uma tarefa desafiadora, pois existem inúmeros exemplares e de absurda diversidade. Mesmo assim, os seres humanos se propuseram a estudá-los, e a estrutura inicial para o entendimento de um problema, visto da ótica humana, é a caracterização ou classificação. Assim, desde a classificação proposta por Karl von Linné até a proposta de Robert Whittaker, a mais atual, os seres humanos procuram entender, no seu aspecto maior, o que é a vida, através de características específicas, aspectos singulares.

Reinos biológicos
Reinos biológicos

Metaphyta ou Plantae

O reino Metaphyta ou Plantae é uma classificação antiga para os seres vivos, obrigatoriamente, pluricelulares, eucariontes e autótrofos. Também conhecido como reino vegetal, é dividido de acordo com características morfológicas e ambientais em quatro grandes grupos, briófitas, pteridófitas, gmnospermas e angiospermas. Todos esses grupos apresentam ciclos reprodutivos semelhantes e distintos dos demais organismos vivos pertencentes aos outros reinos, como os animais.

Características gerais dos ciclos reprodutivos

Ciclos reprodutivos passam essencialmente por duas modalidades de divisão celular, mitose (mesma quantidade de cromossomos) e meiose (quantidade de cromossomos reduzida pela metade). Esses tipos de divisão geram células filhas que podem se tornar gametas e assim dar origem a outros seres vivos.

Nos animais o ciclo se inicia com a produção de células gaméticas haploides (ovócito II ou espermatozoide) por um indivíduo adulto. Esses gametas são formados na fase haploide e, caso sejam fecundados, se tornam células diploides, na fase diploide ou de desenvolvimento. Esse tipo de desenvolvimento é chamado de haplobionte diploide.

Ciclo celular reprodutivo animal
Ciclo celular reprodutivo animal

Nas plantas ou para os seres vivos caracterizados como pertencentes ao Metaphyta, o desenvolvimento é caracterizado por alternância de gerações ou metagênese, também conhecido como diplôntico, ou seja, existem indivíduos adultos haploides e/ou diploides. Musgos são exemplos de seres vivos que possuem os dois tipos de indivíduos, os haploides, que se reproduzem através de gametófitos, e os diploides, que se reproduzem por meio de esporófitos. Logo, os diferentes nomes dados aos grupos de células variam de acordo com a sua origem.

No ciclo das plantas haploides, os gametas são produzidos por mitose em estruturas chamadas de gametângios. Esses gametas se unem e formam um zigoto, que se desenvolverá a embrião e gerará um esporófito. Os gametas masculinos de musgos são chamados de anterozoide e os femininos de oosfera.

O esporófito é uma célula diploide e possui esporângios ou estruturas produtoras de esporos. Essas estruturas produzem esporos através de meiose, sendo que cada esporo pode sofrer mitoses e originar um gametófito.

Ciclo reprodutivo de um musgo
Ciclo reprodutivo de um musgo

Existem algas pertencentes ao reino Metaphyta que apresentam somente indivíduos haploides, sendo o seu ciclo conhecido como haplobionte haplôntico. Esses indivíduos haploides geram gametas por mitose, os quais irão ser fecundados e dar origem a células diploides (zigoto). Mas, durante o desenvolvimento embrionário ocorre uma meiose, dando origem a dois zigotos haploides que irão se desenvolver a indivíduos adultos haploides. Logo, essas algas não possuem gametângios.

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