Movimentos vegetais

O que você precisa estudar hoje?

Voltar
Você está aqui:

Plantas ou células vegetais são capazes de realizar determinados movimentos ou sofrerem modificações, de acordo com as estruturas que possuem e dos estímulos do ambiente. Essa movimentação ou modificação, permite que o vegetal ou suas células se adaptem ao meio, de acordo com a situação. Esses fenômenos são fundamentalmente divididos em dois grupos, o de movimentação representado por tactismo, tropismo e nastismo, e o de modificação, representado por fotoperiodismo.

Tactismo

A movimentação do tipo tactismo é a nidação ou natação ou deslocamento em meio líquido orientado por quimiotaxia ou sinais químicos. Essa movimentação é realizada por células vegetais, como os anterozoides, que vão ao encontro da oosfera através do processo de quimiotactismo. Já quando esse tipo de movimentação é realizado por algas que vão de encontro a luz, o processo é chamado de fototactismo.

Tropismo

A movimentação do tipo tropismo é irreversível, pois depende de um estímulo e ocasiona o desenvolvimento de uma estrutura no vegetal. Existem quatro principais tipos de tropismo, variando de acordo com o estímulo promovido: quimiotropismo, tigmotropismo, gravitropismo e fototropismo.

O quimiotropismo ocorre a partir de um estímulo químico, como o desenvolvimento das raízes a procura de maiores concentrações de água e sais minerais, bem como o desenvolvimento do tubo polínico, durante a fecundação do óvulo.

O tigmotropismo é a movimentação vegetal promovida por um estímulo mecânico. Por exemplo, plantas que enrolam suas “gavinhas’ em suportes, o que permite a sustentação do vegetal.

O gravitropismo ou geotropismo ocorre através do estímulo desencadeado pela aceleração da gravidade. Essa aceleração promove um crescimento do vegetal com as raízes seguindo o sentido da aceleração e o caule contra o sentido da aceleração.

Já o fototropismo é o tipo de movimentação vegetal realizado através do estímulo luminoso. Quando ocorre esse estímulo, o vegetal desenvolve as suas raízes para a direção oposta à fonte de luz e o seu caule na direção da fonte luminosa. Esse processo de movimentação é regulado não somente pela luz, mas também pela produção de auxina. Pois ela é responsável pelo crescimento do caule na porção não iluminada e da raiz na porção iluminada, direcionando essas estruturas morfológicas do vegetal para a fonte de luz e para o lado oposto à luz, respectivamente. Ademais, existe um fototropismo especial, chamado heliotropismo, caracterizado pelo acompanhamento da fonte luminosa pelo vegetal, como nos girassóis.

Fototropismo e auxina
Fototropismo e auxina

Nastismo

Nastismo ou nastia são movimentos reversíveis, não dependentes da origem do estímulo e que não envolve deslocamento. Esse tipo de movimentação ocorre, por exemplo, nos estômatos, pois quando há presença de luminosidade a folhas abrem os estômatos para favorecer as trocas gasosas, e no escuro eles são fechados, configurando o fotonastismo. Outro exemplo são as folhas das leguminosas, que ficam com os seus pulvinos levantados durante o dia (túrgidos) e abaixados durante a noite (murchos). Esse fenômeno ocorre pela transferência da água por osmose, dada pelo gradiente de íons potássio, configurando o movimento nictinastismo.

Fotoperiodismo

Os vegetais são organismos expostos constantemente a variações do ambiente, podendo ou não responder a esses estímulos. Um dos estímulos que provocam alterações nas plantas é o tempo de exposição a luminosidade. Esse fenômeno é bem observado durante as estações do ano, sendo maior a exposição durante a primavera e o verão e menor durante o outono e inverno. A esse estímulo é dado o nome de fotoperiodismo.

O fotoperiodismo é uma resposta fisiológica vegetal relacionada com o tempo de estímulo luminoso e correlacionada com o período de floração e abscisão de folhas. A floração é o processo de transformação de gemas em flores. Esse processo pode ser estimulado por períodos mais longos ou mais curtos de exposição a luz. As plantas que são estimuladas por períodos mais longos são chamadas de PDL ou plantas de dia longo. Já as plantas que são estimuladas por períodos curtos de exposição a luz, são chamadas de PDC ou plantas de dia curto. Ainda existem as plantas que não possuem preferência por períodos de exposição à luz, sendo conhecidas como de qualquer estação ou indiferentes.

O processo de floração é estimulado pela presença de fitocromos ou estruturas proteicas capazes de absorver energia luminosa, na frequência da luz vermelha, e provocar alterações metabólicas, permitindo a formação de flores. Para a classificação das plantas em PDL e PDC é necessário realizar um experimento com diversas plantas de uma mesma espécie e período de desenvolvimento. Durante esse experimento são testados tempos diferentes de exposição a luz e observada a capacidade de floração do organismo. Com isso é possível estabelecer um fotoperíodo crítico para o grupo e verificar as que floresceram abaixo do valor crítico (PDC) e acima do valor crítico (PDL).

Outros fatores também podem influenciar o processo de floração, como a temperatura e a disponibilidade de nutrientes. São exemplos de PDL as alfaces e de PDC são os morangueiros.

Alface
Alface
Morangueira
Morangueira
Anterior Morfologia vegetal
Próxima Nutrição Vegetal

Deixe um comentário