Briófitas e Pteridófitas

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A classificação do reino Metaphyta ou Plantae, proposta por Karl von Linné até Robert Whittaker, divide os seres vivos desse reino de acordo com o grau de complexidade morfológico e fisiológico.  Essa complexidade é proveniente do processo evolutivo de adaptação, selecionando os espécimes com melhores características, diante do ambiente ao qual estão expostos.

Floresta tropical
Floresta tropical

Briófitas

As briófitas são as plantas que não possuem vasos condutores para o transporte de líquido e substâncias. Logo, o transporte das substâncias essenciais para a sobrevivência da planta, como água, sais minerais e carboidratos, é realizado através de difusão. Uma consequência dessa característica é o tamanho reduzido dessas plantas, pois o seu processo de distribuição e homeostasia é lento e pouco eficiente, se tornando um limitador para o desenvolvimento.

A estrutura básica das briófitas é formada por rizoide, cauloide e filoide. Essas estruturas são responsáveis pela fixação da planta no solo e a absorção de água e sais minerais, sustentação e realização da fotossíntese, respectivamente. Essas plantas são típicas de locais úmidos e sem exposição direta a luz solar, pois desidratam facilmente através de evapotranspiração. Um exemplo de briófitas são os musgos.

Estrutura geral das briófitas
Estrutura geral das briófitas

Briófitas – Reprodução

Musgos são plantas clorofiladas que possuem gametófitos haploides e esporófitos diploides, podendo ser encontrado exemplares monóicos e dióicos. Na parte superior da estrutura de sustentação, o cauloide, é onde se encontra os gametângios ou pequenas estruturas responsáveis pela reprodução. O gametângio masculino é chamado de anterídio e o feminino de arquegônio. O anterídio produz pequenos gametas flagelados, conhecidos como anterozoides. Já o arquegônio, produz um grande gameta não flagelado, a oosfera.

A fecundação dos musgos também possui o nome de oogamia, pois há a dependência da água para que os anterozoides se desloquem até a oosfera. Após a fecundação, é formado um zigoto, que irá passar pelos estágios de embrião e esporófito, durante o início do desenvolvimento, sendo todas as células pertencentes a esses estágios diploides.

O esporófito (2n) possui, em sua extremidade, uma haste responsável pela produção de esporos, através de meiose, o esporângio ou cápsula, que possui uma estrutura como tampa, chamada de opérculo. Após a meiose, os esporos são dispersos pelo ar e, quando são deslocados até um ambiente favorável, absorvem água e germinam, dando origem a um protonema. O protonema é uma estrutura formada por diversos filamentos de onde serão desenvolvidos novos gametófitos, fechando o ciclo de reprodução.

Ciclo de vida das briófitas
Ciclo de vida das briófitas

Pteridófitas

Pteridófitas são plantas traqueófitas, ou seja, que possuem vasos para que ocorra a distribuição de água, sais minerais, carboidratos e outras substâncias. Esses vasos condutores são formados por células com grande espaço interno, criando uma rede de vasos ou malha distribuidora. Essa malha de vasos condutores torna a distribuição de substâncias mais eficiente e propicia maiores condições de crescimento vegetal.

Samambaias e avencas são exemplos de pteridófitas. Elas possuem uma composição básica formada por raiz, caule e folhas, responsáveis pela fixação  da planta no solo e a absorção de água e sais minerais, sustentação e realização da fotossíntese, respectivamente. O caule se estende paralelamente a superfície vegetal, desde dentro do solo, sendo caracterizado como rizoma.

O rizoma ou caule dá suporte para raízes adventícias, estruturas que se originam de folhas ou mesmo das laterais do caule. As folhas jovens são nomeadas de báculo e possuem a extremidade curvada. As folhas maduras são formadas por várias lâminas ou folíolos, os quais possuem soros ou estruturas escuras e arredondadas. Soros são constituídos por diversos pequenos esporângios, onde são produzidos, por meiose, os esporos. Uma vez produzidos, os esporos são liberados no ar e germinam, quando são lançados em ambientes com condições adequadas para o desenvolvimento, formando o gametófito (n).

Estrutura das briófitas
Estrutura das briófitas

Pteridófitas – Reprodução

Nas pteridófitas, os gametófitos são também chamados de prótalo. O prótalo é uma estrutura sem vasos condutores e clorofilado. Na sua extremidade inferior são encontrados os anterídeos e arquegônios. Quando os gametófitos estão maduros, o anterozoide ou gameta masculino vai ao encontro da oosfera e realiza a fecundação do tipo oogâmica. O zigoto, formado após a fecundação, sofre mitose e gera um embrião, o qual se desenvolve em esporófito (2n) ou planta.

A fecundação oogâmica ou dependente de água mostra uma característica das briófitas e pteridófitas, que é a pouca capacidade de conquista de novos hábitats. Isso porque a água é um agente limitante para que ocorra a fecundação, tornando pouco provável a fácil dispersão dos esporos para locais mais afastados ou com pouca umidade.

Ciclo de vida das pteridófitas
Ciclo de vida das pteridófitas
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